By Salgado on 17th setembro

Se você pensa que qualquer pessoa almeja uma promoção na carreira ou um convite para assumir um cargo de liderança, você está enganado. Uma pesquisa feita pela CareerBuilder, empresa da qual o CEVIU é parte, revelou que de 3.600 trabalhadores entrevistados nos Estados Unidos, apenas 34% dos empregados querem assumir cargos de liderança. Além disso, somente 7% buscam assumir cargos ainda acima dos de liderança.

A pesquisa também revelou outros dados interessantes. Por uma margem de 11 pontos percentuais, os homens (40%) são mais propensos do que as mulheres (29%) a desejar um papel de liderança. Além disso, os trabalhadores negros (39%) e os LGBT (44%) são mais propensos a aspirar a um papel de liderança. 32% por cento dos entrevistados com deficiência aspiram posições de liderança, bem como 35% dos latinos.

O resultado da pesquisa nos faz refletir. Por que será que tantos trabalhadores abrem mão de subir a escada corporativa? A maioria (52%) dizem que estão simplesmente satisfeitos em suas funções atuais, e um terço (34%) não querem sacrificar o equilíbrio que existe entre trabalho/vida. Já 17% dizem não possuir qualificações para tais cargos.

No entanto, nem todos estão escolhendo voluntariamente renunciar aos papéis e responsabilidades de liderança.

O problema teto de vidro

A indústria de tecnologia e de outros setores tem sofrido críticas por falta de executivas e executivos pertencentes à minorias. Um em cada cinco trabalhadores (20%) sentem a sua organização tem um teto de vidro – uma barreira invisível impedindo que mulheres e minorias alcancem  níveis de emprego mais elevados. Porém, apenas 9% dos homens acreditam  que há um teto de vidro para as mulheres e minorias em sua organização.

Rompendo e criando oportunidades

Mais e mais empresas estão lidando com essa disparidade no local de trabalho diretamente. 27% dos empregadores têm iniciativas para apoiar as mulheres que buscam cargos de liderança e 26% têm iniciativas para apoiar as minorias. 13% dos funcionários dessas empresas pensam que há um teto de vidro.

“Mesmo a maioria dos trabalhadores não querendo um cargo mais alto, as organizações devem promover uma cultura de meritocracia, onde todos os trabalhadores, independentemente do sexo, raça ou orientação sexual, são capazes de chegar a funções de nível sênior com base em suas habilidades e contribuições”, diz Rosemary Haefner, vice-presidente de recursos humanos da CareerBuilder.

Autor: Salgado / CareerBuilder

 

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