By Admin on 30th outubro

Em março de 2011, o Japão registrou o mais violento terremoto já registrado no país, com 9 graus na escala Richter. Dele, originou-se um tsunami que destruiu a costa nordeste do país. Foram mais de 15 mil mortos e outros milhares de desaparecidos. Cidades como Sendai, Kesennuma, Fukushuma e Kamaichi ficaram destruídas.

Após a catástrofe, o país entrou em recessão, tendo queda de 3,7% em sua economia. As exportações do país despencaram registrando queda de mais de R$ 100 bilhões em relação ao ano de 2010. Porém, em 2012 o país tem apresentado números melhores. Este mês o governo japonês aprovou um plano de estímulo à economia que vai aumentar o crédito principalmente para a construção civil do país. Apesar das incertezas, e dos números ruins no mês de setembro, o PIB japonês tem apresentado alta ao longo do ano, chegando a crescer até 1,4%. Especialistas afirmam que o país só não registra maior crescimento devido à crise na zona do euro, e não mais ao tsunami de 2011.

Do outro lado do mundo, oito estados americanos tiveram decretados estados de emergência devido à chegada do Sandy, furacão com mais de 1.600 quilômetros de diâmetro e que já causou 25 mortes nos Estados Unidos até agora. Além disso, calcula-se que mais de 8 milhões de pessoas estejam sem energia elétrica no país. Apesar dos estragos mínimos se comparados ao tsunami no Japão, a economia americana também será afetada pelo Sandy.

O metrô da cidade de Nova Iorque ainda está parado, empresas como Starbucks, Marcy´s fecharam mais de 100 lojas nas cidades ameaçadas. Fábricas da Coca-Cola estão sem funcionar desde o fim de semana. Estima-se que o país tenha prejuízo de 20 bilhões de dólares com a passagem do furacão. Apesar disso, especialistas dizem que o risco deste prejuízo à economia dos Estados Unidos deve ser limitado.

O Brasil
Se em países como Japão e Estados Unidos, fenômenos naturais como estes são capazes de devastar cidades inteiras, como seria se o Brasil estivesse na rota destas tragédias?

Em janeiro de 2011, a cidade de Petrópolis no Rio de Janeiro foi assolada por deslizamentos de terra e enchentes que mataram dezenas de pessoas e deixaram a cidade devastada, sem energia elétrica e água em diversos bairros. Após a tragédia, o governo liberou 7 milhões de reais que foram usados emergencialmente e não foram o suficiente para reconstruir a cidade. Petrópolis ainda espera o repasse do estado do Rio de Janeiro que receberá 600 milhões de reais do programa do governo federal para prevenção de riscos, porém, é um dinheiro que dificilmente chegará antes da nova temporada de chuvas que começa neste verão.

Mas não estamos sozinhos. No dia 12 de janeiro de 2010, após um terremoto de 7 graus na escala Richter, um tsunami atingiu o Haiti causando a morte de mais de 200 mil pessoas e deixando mais de 1,5 milhão de pessoas desabrigadas. Quase três anos depois, as tropas da ONU ainda são as responsáveis por tentar manter a ordem no país, cercado de ruínas e totalmente sem estrutura física e econômica.

Se com chuvas e secas, somos incapazes de reconstruir bairros, o que dizer de retomar o crescimento da economia nacional no caso de uma tragédia de grandes proporções como as do Japão, EUA e Haiti? Queremos ter a economia do Japão, mas na hora de irmos às urnas nos comportamos como se vivêssemos no Haiti pós-terremoto: perdidos.

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