By Salgado on 11th dezembro

– Mas, oh Rui, que brincadeira é essa? Palavras cruzadas? Algum quebra-cabeça?

– Não, Asdrubal, claro que não!

Ontem dia 9 de dezembro de 2013, se estivesse viva, a Grace Hopper estaria completando 107 anos.

– Sim, e … quem era essa tal de Grace Hopper?

– Grace Hopper, ou a Almirante Grace Hopper, ou Grace Murray Hopper foi uma militar da Marinha Americana que, entre outras coisas, é tida como a criadora da linguagem de programação COBOL (CO mmon B usiness O riented L anguage).

E a coisa não ficou por aí, não ficou só nisso.

– Ah, tem mais sobre a Grace Hopper?

– Sim, Asdrubal

Em 1947 ela estava trabalhando na Universidade de Harvard com um computador ainda bem primitivo – uma calculadora Mark II com relés – quando num dado momento a máquina apresentou problema. E numa pesquisa e investigação para fazê-la voltar a funcionar acabaram descobrindo que uma espécie de mariposa havia fechado um circuito em um dos relés. Segundo informações obtidas na Grande Rede, o tal bichinho estava justamente interferindo no relé 70 localizado no painel F. Mas finalmente o inseto foi retirado com sucesso e o equipamento voltou a funcionar.

E a partir daí, então, os termos “bug” e “debug” passaram a ser usados diariamente nesse fantástico e surpreendente mundo da Tecnologia da Informação.

– Mas, oh Rui, e as outras palavras desse título meio Mandrake? Qual a explicação?

– Oh Asdrubal, não tem nada de Mandrake, nem de magia.

Vamos lá…

Grace Hopper, em muitas de suas palestras e apresentações costumava levar consigo uma regua de 1 pé de comprimento (medida inglesa equivalente aproximadamente a 30 cms.)

E, observando que aquilo nunca despertava a curiosidade da platéia, ela desviava o assunto e começava a discorrer sobre a dificuldade de passarmos a entender e/ou dimensionar umas certas unidades de medida, principalmente às associadas a tempo. E o tal do nano-segundo já era uma delas. E ela perguntava então que idéia eles faziam disso? Invariavelmente não havia respostas ou opiniões. Ela então matava a curiosidade que ela mesma havia despertado e intrigado a platéia e começava a dar mais destaque para a regua em suas mãos; e afirmava então que o comprimento daquela regua – cerca de 30 a 32 cms – era a distância que a luz percorria em 1 nano-segundo.

Então, amigo Asdrubal, acabamos mencionado os vocábulos ou expressões do título; falamos sobre Luz, COBOL, Marinha Americana, Regua e Nano-segundo.

E espero que tenha tido espaço nessa sua cabecinha para guardar parte disso; será?

Meus amigos, até a próxima.

Abraços.

Rui Natal

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