By Salgado on 2nd julho

Existe cidade sem água encanada, mas com wi-fi público. Este é o retrato de um Brasil que cresce e se moderniza, mas sem se preocupar muito com itens básicos nem com a qualidade dos serviços prestados. Apesar do absurdo citado acima, este texto vai dar prioridade à qualidade da internet sem fio pública encontrada em praças, parques e ruas de várias cidades brasileiras.

Os aparelhos com suporte à rede 3G vêm de fábrica com uma configuração específica: priorizar a rede wi-fi quando existir uma disponível aberta ou onde os usuários já foi autenticado. Isto serve para que tanto o consumo da franquia 3G como a duração da bateria do smarphone sejam otimizados, gerando economia para o usuário. A ideia é ótima, desde que você não tenha pelo caminho uma praça ou um parque que possua wi-fi público.

Certamente a iniciativa das prefeituras de fornecer pontos de wi-fi grátis é excelente. Melhor seria se fizessem a manutenção destes pontos, ou que oferecessem um serviço de qualidade. Quem anda com seu aparelho conectado à rede 3G talvez já tenha se deparado com um situação incômoda. Você está no Whats App, ou acessando qualquer conteúdo online e de repente você não consegue executar mais nenhuma ação que dependa da internet, isto porque, sem que você soubesse, seu celular conectou-se a uma rede wi-fi pública. Como seria bom se você parece de gastar seu plano de dados e passasse a usar uma rede gratuita e com conexão rápida. Seria, porque não é.

Em Belo Horizonte, por exemplo, várias praças possuem conexão wi-fi gratuita. O grande problema é conseguir utilizá-la. Apesar de ver o sinal de internet cheio, dificilmente você vai conseguir abrir uma página ou conversar pelo Whats App. Além disso, se você estava navegando na internet, terá que desabilitar a conexão wi-fi do seu aparelho, esquecer aquela rede ou então sair do alcance da rede. Uma pena para um país que cobra uma das mais caras tarifas de serviços móveis do mundo.

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