By Salgado on 23rd junho

Setor, em crescimento apesar da crise, busca profissionais com formação superior abrangente, que transite do técnico ao gerencial

Mesmo em ano de crise, o mercado brasileiro de TI deve terminar 2015 como o sexto setor com mais investimentos, podendo chegar a 165,6 bilhões de dólares, segundo a consultoria International Data Corporation (IDC). Existe um universo de possibilidades para serem exploradas e outras que já estão em expansão no segmento tecnológico, como a computação em nuvem, big data, e-commerce, dispositivos móveis, telecomunicações, dentre outros.

De acordo com a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), o mercado emprega, atualmente, 1,3 milhão de pessoas e a contratação de profissionais deve ter um aumento de 30% até 2016. O coordenador de cursos da Faculdade Cotemig, Luiz Carlos Pedra, avalia que as organizações do ramo estão buscando não apenas as pessoas que saibam executar as ações, mas profissional com perfil de gestão generalista que tenham uma visão amplificada.

“O profissional deve ter a capacidade de avaliar as necessidades do cliente e do mercado para gerar soluçõese administrar conflitos, saber transitar entre o diagnóstico, planejamento, implementação e gerenciamento dos sistemas e ter habilidade de trabalhar com equipes”. Neste contexto, ganham mercado aqueles qualificados para atuarem como Analista de Sistemas, Programadores, Administradores de Banco de Dados, Administradores de Redes, Consultor na área de Informática, Desenvolvedor e Gerente de Sistemas, Gerentes de Projetos, e diversas funções necessárias nas pequenas, médias e grandes empresas. “O salário inicial de um recém-formado varia entre R$2mil e R$4mil, que podem chegar a R$10mil dependendo da tarefa a ser executada”, explica Pedra.

Visando justamente essa abordagem mais abrangente, a estudante do 8º período do curso Sistemas de Informação da Faculdade Cotemig, Amanda Cristina Pontes Ferreira, buscou uma formação de bacharelado. “O curso é mais completo, não foca apenas na área de programação e desenvolvimento, mas também a área gerencial e administrativa, o que me chamou muito a atenção”. Aos 22 anos, a estudante já teve experiência em duas fábricas de softwares, atendendo a empresas de ramos diversos, incluindo o setor público. Atualmente é analista de teste de softwares, um trabalho que começa no planejamento dos programas e vai até a verificação do pleno funcionamento do projeto. “Tenho vontade de atuar também como analista de requisitos para fazer o diagnóstico das necessidades do cliente e elaborar a especificação dos softwares”, conta Amanda.

Os cursos de bacharelado, como Sistemas de Informação, têm uma duração que varia entre três e quatro anos, dependendo da experiência anterior do candidato, e possui uma qualificação com consistente embasamento teórico, disciplinas gerenciais e práticas e com amplo leque de atuação. Pedra explica que essa área exige conhecimento de matemática, lógica e programação, além de comunicação e expressão, que é essencial em todas as profissões. “É preciso ter disposição para acompanhar o dinamismo do mercado, se atualizar constantemente. É um curso que pede dedicação, estudo e práticas sistematizadas,entretanto, como há um déficit de profissionais qualificados. Mesmo nesse ano, existem muitas vagas disponíveis, salários atrativos e é um setor que dificilmente terá desaquecimento, vem crescendo desde 1009 em Minas Gerais, segundo estudo das da FIEMG. A tecnologia é uma realidade sem volta, cresce na expansão dos negócios e também na crise para encontrar soluções inovadoras. Na realidade, o mundo está cada dia mais tecnológico”, ressalta. A escassez de profissionais nesse setor pode chegar 408 mil profissionais até 2020, segundo a Softex, o que torna o segmento vantajoso para os trabalhadores.

O bacharel em Sistemas de Informação faz integração entre informação e tecnologia nas empresas; identifica a necessidade de organização das informações e transforma os dados empresariais em informações; escolhe tecnologias mais adequadas de hardwares, softwares e redes para cada situação; atua na concepção e no desenvolvimento de softwares; e aplica a computação em diferentes áreas.

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