By Salgado on 13th novembro

CEVIU-bateria2Os smartphones evoluem, ficam maiores, mais finos, mais potentes e com mais recursos. Pelo menos dois novos aparelhos são lançados por ano pelas principais fabricantes do mundo e a cada lançamento os modelos anteriores tornam-se inferiores no que diz respeito à tecnologia. Mas nem todos os componentes de um smartphone evoluem ao mesmo tempo.

Que atire a primeira pedra quem nunca precisou recarregar seu smartphone mais de uma vez no mesmo dia. Os sistemas operacionais, a diversidade de aplicativos, músicas, vídeos, internet wi-fi, 3G e 4G além das ligações, mostraram que as baterias dos smartphones não evoluíram como era de se esperar.

Maria de Fátima Negreli Rosolem é perita em sistemas de energia no CPqD, Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações e defende o pensamento de que a lenta evolução das baterias prejudica diretamente o setor de telecomunicações. Segundo ela, o motivo que explica o fato de que as baterias não evoluíram ao longo dos anos como os smartphones é bem claro: compostos químicos. Enquanto uma equipe trabalha com softwares e peças que podem tornar o desempenho de um smartphone melhor, outra faz testes e experiências químicas demoradas e complexas em busca de uma forma de tornar as baterias mais eficientes.

Apesar do consenso de que as baterias ainda não são ideais para os smartphones, vale lembrar que na época em que os celulares foram criados, em meados dos anos 1980, elas duravam entre 5 e 10 minutos, o que mostra que mesmo com dificuldades houve evolução ao longo dos anos. Além disso, países como Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul e China têm investido alto em busca de soluções que sejam mais eficazes, rápidas e também limpas para as baterias.

Nos resta esperar e torcer para que baterias melhores e mais eficientes cheguem logo ao mercado.

Autor: Salgado / CEVIU

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